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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Brasil precisa dobrar número de mamografias

Foto: Jangadeiro online

O Brasil precisa, pelo menos, dobrar o número de mamografias realizadas anualmente para atingir o índice considerado ideal pelo Ministério da Saúde. Para isso, a meta é realizar 3,8 milhões de exames até 2014, sobretudo, em pacientes de 50 a 69 anos. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o país está “no meio do caminho”, já que no primeiro semestre deste ano, foram feitas um milhão de mamografias.

Os números foram apresentados no dia 1º de outubro, no lançamento do Outubro Rosa 2012, movimento internacional de incentivo à detecção precoce do câncer de mama, que é celebrado também no Brasil desde 2010.

Apenas 20% dos diagnósticos ocorrem nos estágios iniciais da doença - quando há 95% de chances de cura e menor risco de mutilação. Na maior parte dos casos, o diagnóstico é feito já em estágios avançados, que exigem um tratamento invasivo e prolongado.

Por isso, toda mulher, a partir dos 20 anos de idade, deve fazer mensalmente o auto-exame das mamas. O primeiro exame clínico deve ser realizado nessa mesma idade e repetido a cada três anos até os 40 e, a partir daí, feito anualmente. Já a primeira mamografia deve ser realizada aos 35 anos, repetida aos 40 anos, depois a cada dois anos até os 50 anos, quando passa a ser realizada anualmente.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cerca de 20% das mulheres precisam de mais de uma cirurgia de mama


Segundo estudo publicado na revista médica “British Medical Journal”, cerca de uma em cada cinco mulheres com câncer de mama que preferem uma cirurgia conservadora, evitando a mastectomia, tendem a marcar uma segunda operação.

Esse tipo de câncer pode ser tratado por meio de uma tumorectomia, em que se conserva a mama, ou por meio da mastectomia, que consiste na extração de um ou dos dois seios.

De acordo com a pesquisa, realizada com 55.297 mulheres maiores de 16  anos, operadas pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido entre 2005 e 2008, pelo menos 50% das mulheres optam pelo primeiro tratamento, dessas 20% precisam fazer uma segunda cirurgia, uma vez que a cirurgia conservadora é combinada com radioterapia e apesar de oferecer resultados semelhantes ao da mastectomia em alguns tipos de tumores difíceis de detectar a cirurgia não pode ser suficiente.

Entre as pacientes que necessitaram de uma segunda cirurgia, cerca de 40% realizaram uma mastectomia. A boa notícia é que foi concluído que mulheres mais velhas têm menos chances de precisarem de uma segunda cirurgia.
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