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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vacina acaba com o prazer em fumar

Foto: Amargosa News

Uma vacina antitabaco desenvolvida pelo Weill Cornell Medical College, em Nova York, faz com que o organismo do vacinado produzam anticorpos que atacam a nicotina, acabando assim, com a sensação de prazer gerada ao fumar.

No estudo, os ratos imunizados pela vacina apresentaram 85% menos nicotina do que os que não foram vacinados, após receber injeções da substância. Ainda é cedo para afirmar que o mesmo desempenho será alcançado em humanos ou se essa redução seria suficiente para ajudar fumantes a abandonar o vício.

Contudo, o coordenador do estudo, Ronald Crystal, acredita que essa vacina pode ajudar um grande número de pessoas em todo o mundo se realmente for criada. "Temos muita esperança de que esse tipo de estratégia (de desenvolvimento da) vacina possa finalmente ajudar milhões de fumantes que tentaram parar, tentaram todos os métodos existentes no mercado hoje, mas sentem que a dependência por nicotina é tão grande que acaba derrotando todas essas abordagens atuais", afirma.

Enquanto a vacina não chega ao mercado, tratamentos auxiliam os que desejam abandonar o vício. Um bom exemplo é a acupuntura, que reequilibra corpo e mente, ajudando a pessoa a recuperar seu estado saudável. Entretanto, ainda assim, é fundamental que o paciente queira realmente deixar de fumar e também se esforce para combater o hábito.

E você? O que acha desses avanços terapêuticos? Deixe seu comentário!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Brasil desenvolve nova técnica para a produção da vacina da Aids

Foto: Momento Verdadeiro

Desenvolvida com a participação de cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma nova técnica para a produção de vacinas contra a Aids foi destaque na edição da revista Nature, uma das mais conceituadas publicações científicas do mundo.

O agente utilizado no estudo foi a célula T CD8, um organismo conhecido como célula matadora, encarregada de eliminar vírus e outros componentes invasores do organismo. O estudo traz uma inovação às pesquisas para combate da doença, já que a maioria delas busca a produção de vacinas com a utilização de anticorpos.

Os testes foram realizados em dois grupos de macacos Rhesus: uma parte recebeu compostos indutores de produção de células T CD8 protetoras e outra não. Os que receberam os indutores apresentaram redução significativa na replicação do vírus, chegando a aproximadamente mais de 50 vezes em relação ao grupo que não recebeu o composto.

Embora não seja algo definitivo, esse é um novo passo na busca de uma prevenção efetiva contra a Aids!  

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vacina contra Hepatite A mantém proteção após 10 anos


Em nova pesquisa publicada no periódico Hepatology, foi concluído que vacinar crianças menores de dois anos contra a Hepatite A garante imunização por dez anos, mostrando que a transferência de anticorpos da mãe não influencia a resposta imunológica à vacina.

Segundo a OMS cerca de 1,4 milhão de casos da doença acontecem no mundo todo ano. A doença afeta o fígado e é comum em regiões com más condições sanitárias, o que faz com que a ingestão de comida e água contaminadas pelo vírus seja mais comum.

Nos últimos 20 anos os casos de Hepatite A nos Estados Unidos caíram 90%, somando cerca de 20 mil novos casos a cada ano, declínio atribuído à vacinação rotineira de crianças entre 12 e 18 meses. Assim, foi investigado pelos pesquisadores se os anticorpos da mãe poderiam impactar na proteção da vacina. Para isso, avaliaram-se crianças saudáveis com seis meses de idade, em que as mães foram testadas para constatar os anticorpos da Hepatite A.

Foram testadas 197 crianças, que se dividiram em três grupos: um de 6 a 18 meses, outro de 12 a 18 meses e outro de 15 a 21 meses de idade. Os níveis de anticorpos foram medidos com um e com seis meses, sendo acompanhados com três, cinco, sete e dez anos após a segunda dose da vacina.

Concluiu-se que após a segunda dose todos os grupos mostraram sinais de proteção contra o grupo, proteção que permaneceu, na maioria deles, dez anos após a segunda dose. Esse resultado reforça as diretrizes atuais adotadas sobre a vacinação, que consistem em administrar duas doses para todas as crianças a partir dos 12 meses.
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