Os sapatos de salto alto são adorados pela maioria das mulheres. Porém o uso constante pode causar alguns problemas de saúde, entre eles, lesões e deformidade nos pés e tornozelos. Além da metatarsalgia (dor nos dedos e face plantar), tendinite, joanete, fascéite plantar (dor no calcanhar), entorse no tornozelo, encurtamento nos músculos da parte de trás da perna e problemas de coluna.
Foto : Lazer e Beleza
Como a maioria das mulheres não conseguem descer do salto, a orientação é usar sapatos que tenham até seis centímetros de altura para o dia-a-dia e optar pelo uso dos mais altos apenas em ocasiões especiais.
Dessa forma você consegue unir beleza e saúde ao mesmo tempo!
Você sabia que o uso do salto freqüente poderia causar tantas conseqüências? Deixe o seu comentário!
Ao caminhar, o ciclo da marcha (o andar) começa no toque do calcanhar no chão e só termina quando o mesmo calcanhar voltar a tocar o solo, completando assim uma passada.Sendo o passo definido pelo toque inicial de um dos calcanhares, até o toque do calcanhar com outro pé. O padrão de marcha maduro ocorre aos três anos de idade.
O desenvolvimento do calcanhar está completo próximo aos cinco anos de idade. A marcha da criança aproxima-se muito à do adulto aos sete anos de idade e poucas diferenças são encontradas. A estrutura óssea do pé, porém, não está completa nessa idade, pois a criança continuará crescendo até mais ou menos os 12 anos de idade para os meninos e 10 anos de idade para as meninas.
Quando uma criança está em fase de desenvolvimento, os calçados não devem ter salto e a sola deve ser reta e firme o suficiente para dar estabilidade, pois o aumento da altura do calcanhar provoca modificações no padrão de caminhar. Ou seja, quanto mais alto o salto, menor a participação do antepé no caminhar.
Por que as crianças não devem usar salto alto
Atualmente as crianças estão sendo induzidas a utilizar calçado com salto cada vez mais cedo.
As conseqüências são:
- O pé da criança sofre sobrecarga na região anterior (frente) do pé, o que em longo prazo pode gerar alterações dolorosas e/ou adaptativas levando a criança a não conseguir andar sem salto devido ao encurtamento da musculatura da panturrilha (batata da perna) e a fadiga da musculatura;
- Essa sobrecarga nos músculos pode prejudicar a estabilidade do pé e causar entorses ou quedas;
- A maior ocorrência da fadiga muscular causada por essa sobrecarga leva à diminuição da força muscular na perna, o que pode reduzir a amplitude de movimentos normais do pé, e isso provavelmente acarretará prejuízos na fase de crescimento da criança;
- O salto alto pode trazer problemas na coluna porque o esqueleto da criança é imaturo. Ou seja, ainda não está totalmente formado e com isso ocasionará graves alterações posturais e deformação principalmente na coluna. Nas alterações posturais podemos incluir as hiperlordoses lombar e cervical (aumento da curva natural da coluna lombar e cervical), encurtamento da musculatura da panturrilha e diminuição da força dessa musculatura, podendo inclusive gerar uma atrofia que não poderá ser reposta na idade adulta;
Essa criança quando crescer, ou um adulto que usou salto alto a vida toda, poderá ter uma atrofia muscular que muitas vezes será irreversível e dolorosa para o alongamento, sem permitir uma marcha descalça, exceto na ponta dos pés.
Ele é adorado pelas mulheres e algumas delas simplesmente não o dispensam, mas a maioria dos médicos e pesquisadores é unânime em condená-lo como um vilão à saúde dos joelhos. O salto alto causa polêmica e é freqüentemente apontado como causador de lesões no joelho, tendinite e artrite (a inflamação das articulações), entre outros. Salto do tipo agulha, bico fino, escarpin... A lista de calçados que podem trazer problemas para a saúde feminina é grande e mostra que a vaidade pode custar caro.
Os principais sintomas da má escolha do calçado incluem dores, torções e fraturas, além de outros males menores como calosidades e deformidades nos dedos. Estruturalmente, os joelhos de homens e mulheres não apresentam diferenças. Mas, no caso delas, os problemas nos pés são quatro vezes mais freqüentes e a incidência de artrite, duas vezes mais comum a partir dos 65 anos de idade. Além disso, estima-se que mais de 3% da população mundial com idade acima de 55 anos sofra de dores fortes em conseqüência de artrite no joelho.
Segundo especialistas, as mulheres já têm uma tendência natural a ter joelhos valgos (voltados para dentro, em forma de “x”), o que contribui para a inclinação da patela, um pequeno osso em forma de pirâmide que se articula com o fêmur e protege a articulação do joelho. Associado ao uso de saltos altos, isso favorece o desgaste da patela. Os saltos altos e finos são ainda piores, já que a mulher tem de andar com os joelhos flexionados e se equilibrando, o que exige mais esforço tanto da patela como do fêmur.
Entre os melhores recursos para a prevenção está optar pelos calçados do tipo anabela, que são mais baixos (com cerca de 4 centímetros). O resultado estético pode não ser o mesmo, mas, em termos de saúde e bem estar, essa mudança vale a pena. Outra boa prática é alongar periodicamente os músculos da coxa e da panturrilha, de modo geral, é possível dizer que, quanto mais altos e finos forem os saltos, mais danos eles causarão à saúde. Como não existe sapato ideal, uma boa saída é optar pelas plataformas. Elas são mais uniformes e por isso distribuem melhor o peso do corpo.
Dica:
Andar com o calçado na loja para verificar se oferece bom equilíbrio. Priorize o conforto que o modelo propicia, e não sua aparência. Opte por modelos com o solado macio. Sapatos com saltos e bicos quadrados proporcionam mais estabilidade e conforto. Guarde os saltos agulha e escarpins para ocasiões especiais. Eles não proporcionam boa estabilidade e facilitam as torções de joelho ou tornozelo.