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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hábitos alimentares para toda família ajudam a evitar obesidade infantil


Em março desse ano o governo iniciou uma forte campanha para combater a obesidade entre crianças e adolescentes, iniciativa que surgiu após o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) constatar que 34,8% das crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso.

Esse dado comprova que o número de obesos na população infanto juvenil já supera os índices de desnutrição e pode refletir nos números de obesidades entre adultos, pois quanto mais cedo o excesso de peso se instalar, mais grave e difícil serão suas conseqüências e seu tratamento.

Os principais vilões são a grande oferta de alimentos industrializados com excesso de calorias, além do enorme apelo desses produtos às crianças e do tempo à frente do computador e da televisão. Estudos também mostram que crianças de baixo peso ao nascer, prematuras e cujas mães sofreram com diabetes na gestação, estão propensas a ter obesidade na infância e adolescência.

A genética também pode interferir. Se os pais são magros, a probabilidade de o filho ter excesso de peso fica entre 10% a 15%, mas se a mãe ou o pai é obeso, o risco sobe para 50% e se ambos são obesos, a probabilidade é de 80%.

Assim, é preciso mudar os hábitos desde cedo, já que incorporar hábitos saudáveis no público infantil com a justificativa de que é para perder peso pode não funcionar. É aí que entra os exemplos, irmão mais velho, pai, mãe e outras pessoas que a criança possa admirar devem ter hábitos saudáveis.

Para os especialistas a maior dificuldade é envolver os pais, que são fundamentais em todo o processo, influenciando o resultado positivo. A falta de regras, uma dispensa e geladeira recheadas de bombas calóricas são tentações que os pais devem evitar. Formar uma equipe multidisciplinar, com endocrinologista ou pediatra, nutricionista e psicólogo infantil é ideal para montar estratégias consistentes e eficientes para uma nova rotina, que trará segurança para todos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

64% da população brasileira sofre com problemas de peso


Ao falar em obesidade, não podemos esquecer dos Estados Unidos. A preocupação com o excesso de peso ainda é grande no país norte- americano e o tamanho das refeições que são feitas por lá não ajudam a solucionar o problema. O país é responsável pela invenção do fast food, a chamada “comida rápida” que consiste em um hambúrguer, uma porção de batata frita e um balde de refrigerante, refeição que contém cerca de 800 calorias, e pela popularização de receitas de bolos cheias de gorduras saturadas e corante artificial, pobres em nutrientes e gigantescos em calorias.

Por  esses e outros fatores, mais de dois terços da população americana está acima do peso ideal, sendo metade considerada obesa. A Universidade Columbia constatou, em uma pesquisa, que se a tendência permanecer, em 2020 uma em cada cinco crianças será obesa.

No entanto, a obesidade não é um problema só dos Estados Unidos. Estudo feito pelo Ministério da Saúde indica que a população brasileira também esta ficando cada vez mais gorda. Pelo menos 64% dos brasileiros possuem problema de peso, desses 45% está acima do peso e 15,8% com obesidade. O porcentual de pessoas com excesso de peso aumentou 5,8 pontos de 2006 a 2011, enquanto o de obesos subiu 5,8 pontos.

Para combater esse quadro, o Ministério da Saúde tem como foco crianças e adolescentes, uma vez que o acúmulo de peso se inicia na juventude. Cerca de 29,4% dos homens, entre 18 e 24 anos, estão com excesso de peso, 55% entre 25 a 34 anos também estão nessa situação, assim como 63% entre 35 a 45 anos. Enquanto as mulheres, 25,4% de 18 a 24 anos estão acima do peso, entre 25 a 34 anos são 39,9% e entre 45 a 54 anos 56%, o que indica que ao contrário do que a maioria pensa, o homem está mais acima do peso do que a mulher.

Para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, um dos culpados por esses dados, é a violência urbana e o estilo de vida moderno. Atualmente, as crianças não são livres para brincar em qualquer lugar, hoje elas possuem horário determinado em dia específico para se exercitar na aula de esporte, por exemplo. Além disso, o estresse e a falta de qualidade do sono, conseqüentes da vida moderna, também afetam a alimentação.
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