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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tomar sol ajuda a combater deficiência de vitamina D



Foto: Homem com H.
Apesar do sol ser o grande inimigo da pele, o médico norte-americano Michael Holick, professor da Universidade de Boston, afirmou, no 17º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia, em São Paulo, que alguns minutos sob o sol, e sem proteção solar, podem prevenir doenças crônicas, como diabetes tipo 1, doenças cardíacas e até esclerose múltipla.

Alguns estudos mostram que o protetor solar é capaz de reduzir em 98% a síntese de vitamina D, vitamina produzida especialmente por meio da exposição ao sol. Ficar entre 10 a 15 minutos exposto aos raios do sol resultam em 3000 unidades de vitamina D, enquanto o consumo de 100g de salmão fornece em torno de 600 a 1000 unidades.

Mesmo o Brasil sendo um país tropical é muito comum as pessoas terem deficiência dessa vitamina! Uma pesquisa publicada no periódico Clinical Nutrition e realizada em 2010 observou que em São Paulo em torno de 78% da população de 18 a 90 anos apresenta essa deficiência ao final do inverno. Já no verão o quadro muda e o índice cai para 37%, no entanto, ainda é considerado alto. 

Mas você sabe o que a vitamina D faz? Ela auxilia o organismo na absorção do cálcio, prevenindo o raquitismo (em crianças) e a osteoporose (em adultos). Além disso, outros benefícios são associados ao nutriente, como a prevenção de diabetes tipo 1, esclerose múltipla e Alzheimer.

Holick também afirma que a vitamina D melhora o fluxo sanguíneo, o que garante menor risco de doenças cardíacas e hipertensão, tendo também atuação no sistema imunológico e na liberação de serotonina. 

No entanto, apesar da exposição ao sol beneficiar a produção dessa vitamina, é preciso cuidado! Os raios de sol continuam responsáveis pelos cânceres de pele. Por isso, é importante saber que os horários mais indicados, em que a vitamina D é mais produzida, são das 11h às 15h.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cafeína diminui risco de câncer de pele


A forma mais comum de câncer de pele pode ser evitada por meio da ingestão de cafeína segundo estudo publicado na revista Cancer Research. O artigo foi elaborado pela Associação Americana de Pesquisa do Câncer e constatou que quanto mais cafeína for consumida, menor é o risco de desenvolver basalioma, ou carcinoma de células basais (basocelular), um popular tipo de câncer.

Foram analisados 112.897 participantes, sendo que 22.786 desenvolveram basalioma nos 20 anos de acompanhamento do estudo. Durante esse período foi feita uma associação entre o consumo de café e o risco de carcinoma de células basais.

Também foi observada uma relação inversa entre a ingestão de cafeína de cafés, chás, bebidas gaseificadas e chocolate e o risco de basalioma, no entanto, não houve nenhuma associação com o consumo de café descafeinado.
Todavia, apesar da boa notícia para os amantes do café, a cafeína só diminui o risco do basalioma. O estudo concluiu que não existe nenhuma associação com outros tipos de câncer de pele, como o carcinoma de células escamosas e o melanoma, os dois tipos mais mortais.

Dos 112.897 participantes incluídos na análise, houve apenas 1.953 casos de carcinoma de células escamosas e 741 casos de melanoma. 


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